HEBREUS SOB ESCRAVIDÃO
Há algum tempo que venho percebendo que existem muitos cristãos que mesmo após aceitarem a Cristo como seu Salvador, ainda continuam vivendo uma vida completamente abaixo dos padrões que Deus programou para ela. O motivo, na maioria das vezes é não se sujeitarem completamente a Deus.
A história do povo de Israel, enquanto encontrava-se em servidão no Egito exemplifica muito bem essa tese.
Israel passou por três cativeiros que lhes renderam muito sofrimento: O Cativeiro do Egito, O Cativeiro Assírio e O Cativeiro Babilônico.
Neste primeiro cativeiro, o do Egito, Israel viveu durante aproximadamente 430 anos. É bem verdade que a maioria desses 430 anos não foi apenas de sofrimento. Ouve épocas que Israel era feliz.
A história desse cativeiro começa quando José é levado ao Egito (Gênesis 37 em diante). Após passar por um período de 12 anos de sofrimento, José é justamente recompensado por Faraó, e se torna governador do Egito. Após o ocorrido, José, que há muito não via e não tinha contato com sua família, devido ao incidente que seus irmãos, por inveja, levaram José a passar, ele encontra-se novamente com seus irmãos, perdoa-os e manda eles trazerem seu pai e mãe para morar com ele no Egito. Nesse período da história a vida do povo que ainda não era ruim, prosperou e o povo cresceu de tal forma, que tomaram conta do Egito. Após a morte de José e do Faraó que era benéfico para com José e seu povo, outro Faraó se leventa. Este que agora levantara-se começa a perceber o crescimento absurdo do povo e com medo do seu reino ser abalado, ou mesmo tomado, começa a obrigar com que aquele povo, que outrora era bem vindo, agora fosse tratado como escravos. Vale ressaltar que havia uma predição acerca de uma criança que nasceria entre os Hebreus que se tornaria o libertador daquele povo. Sabendo dessa predição, Faraó expede um edito real irrevogável, e este edito consistia em cumprir a seguinte ordem: matar todas as crianças que nascessem do sexo masculino. Com esse edito Faraó controlava o crescimento do povo e assolava os pais Hebreus, pois o sonho de todo pai naquela época era que sua mulher gerasse um filho do sexo masculino.
Contei essa parte da história para que entendam que, quando Deus quer fazer algo em favor do seu povo, nínguém tem o poder de impedir.
O povo sofria com as cargas, trabalhando a beira do Rio Nilo, retirando barro às margens do rio e cozendo para fazer tijolos, assim, construindo todo o império do Egito.
Essa escravidão consistia em: trabalho escravo, alimentos insuficientes (alho, cebola e pepino) e subjugação.
Aqui eu faço a seguinte pergunta:
É possível um povo que carrega o nome de Deus em sua existência, que é chamado pelo nome de Deus, que foi escolhido pelo próprio Deus, como seu povo predileto, passar por esse tipo de sofrimento?
A resposta parece ser tão fácil, assim como a pergunta. Sim. Essa é a resposta certa.
Hoje em dia não foge muito à situação do passado. Somos povo de Deus, estamos na presença de Deus, carregamos o título de crentes, de pessoas que servem a Jesus e mesmo assim continuamos vivendo debaixo de escravidão.
Existem pessoas que estão vivendo debaixo da escravidão dos vícios. Existem pessoas que estão vivendo debaixo da escravidão das drogas. Existem pessoas que estão vivendo debaixo da escravidão da prostituição, e por aí vai.
Essas pessoas ainda não sabem, ou não tem consciência do que elas representam para Deus. Mas o fato é que não interessa o quanto elas significam para Deus, mas, o que Deus significa para elas. Essa é que é a questão!
Existem dois tipos de Hebreus hoje:
1º - Aquele que vive no Egito e não sabe à quem realmente serve;
2º - Aquele que vive no Egito e sabendo quem é, mais não consegue se libertar da escravidão;
O seu vizinho, seu colega de faculdade, as pessoas que trabalham em sua repartição, a sua família são povo escolhido. Contudo, não adianta que sejam escolhido, se não querem sair debaixo da escravidão. Tem que haver um querer por parte das pessoas. Deus jamais forçará a barra. Essa é a primeira classe.
Já a segunda classe, são aqueles que estão dentro da Igreja, mas não conseguem se libertar da escravidão do pecado. Pode isso acontecer? Claro que sim.
Podemos dividir a escravidão dos hebreus em três fases:
1º fase - Sendo escravo, mesmo sabendo que é povo de Deus; comendo comidas que não sustentam a sua vida; (alho, pepino e cebola)
2º fase - Sendo direcionados pelo deserto para chegar a Terra Prometida, mas com saudades dos alimentos do Egito; (Maná) - (aprendendo a depender de Deus)
3º fase - Próximo a Terra Prometida, mais com medo de tomar posse do lugar que o próprio Deus havia preparado para eles. Na terra prometida os cachos de uvas, tinham que ser carregados por dois homens, daí se via a fartura que havia naquele lugar; (Tomando posse da fartura que Deus havia preparado para eles);
Esse estudo continua...
Michel Alvarenga